Mais de 249 milhões de pessoas tiveram dados de saúde violados

Um total de 249,09 milhões de pessoas foram afetadas por violações de dados de saúde no período de 2005 a 2019, conforme relatado pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA. Somente nos cinco anos anteriores, 157,40 milhões de pessoas foram impactadas. Em 2018, um total de 2.216 violações de dados foram divulgadas em 65 países. Houve 536 violações no setor de saúde.

Segundo o levantamento, a saúde foi a que teve o maior número de violações de dados na comparação com qualquer outro setor. Em 2019, houve 13 violações de dados divulgadas em 86 países. Além disso, 505 violações de dados de saúde resultaram na exposição, roubo ou divulgação não autorizada de 41,2 milhões de informações de saúde.

A crescente frequência e complexidade dos ataques cibernéticos são o principal impulsionador do crescimento do mercado de soluções de segurança cibernética de saúde, de acordo com relatório “Mercado de segurança cibernética de saúde – Previsões de 2021 a 2026”, divulgado pela Research&Markets. Entre as soluções que mais serão demandadas no período, a empresa e análise e pesquisas de mercado aponta as de gerenciamento de identidade e acesso, gestão de riscos e conformidade, antivírus, antimalware e antispyware, soluções de mitigação de ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês) e contra ameaças persistentes avançadas (APTs).

Segundo a Research&Markets, a escalada, a frequência e a complexidade dos ataques cibernéticos devem impulsionar os gastos das instituições de saúde com soluções de cibersegurança. Ela projeta que o mercado global de produtos de segurança cibernética para saúde deve saltar de US$ 7,216 bilhões em 2019 para US$ 21,502 bilhões até o ano de 2026, o que, se confirmado, representará uma taxa média de crescimento anual composto (CAGR, na sigla em inglês) de 16,88% no período.

A Research&Markets avalia que a segurança cibernética na área de saúde é um mercado próspero para os players do setor que estão cada vez mais se tornando digitais, com a demanda por registros médicos eletrônicos e sistemas de informações virtuais em expansão nos últimos anos. Como os registros médicos contêm muitas informações que podem ser usadas para roubo de identidade e fraude, as informações pessoais de saúde possuem um alto valor no mercado ilegal.

Além disso, os sistemas de saúde estão se tornando cada vez mais dependentes de tecnologias conectadas à internet. E esses sistemas são frequentemente suscetíveis a ataques cibernéticos que podem roubar dados de pacientes ou “sequestrar” equipamentos de infusão de medicamentos para minerar criptomoedas ou interromper operações inteira de hospitais, a menos que um resgate seja pago. Portanto, o número de ataques cibernéticos ao setor está e vai aumentar muito nos próximos anos.

Geograficamente, o estudo avalia que a América do Norte deve responder pela maior participação no mercado durante o período projetado, devido ao número crescente de crimes cibernéticos, à presença de grandes players do mercado e ao suporte regulatório na região. Por exemplo, as normas federais Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) e Health Information Technology for Economic and Clinical Health (HITECH) foram introduzidas nos Estados Unidos. O relatório também prevê um alto crescimento para o mercado de segurança cibernética de saúde na Ásia-Pacífico.

Fonte: Ciso Advisor